| Em abril de 1923, era inaugurada a Rádio Sociedade
do Rio de Janeiro, que realizou
a primeira emissão
de som no Brasil. Um dos
sócios da emissora,
o pernambucano Oscar Moreira
Pinto, jovem, idealista e
curioso com as novas técnicas
adotadas por rádio,
retornou ao Recife com o
intuito de lançar,
também, uma rádio
emissora em sua terra natal.
Aqui chegando encontrou um
grupo de pessoas ligadas às atividades radiofônicas,
porém, captando sons. Era a Rádio Clube: uma associação
de amigos que exercia a ativade amadoristicamente.
Em 17 de outubro de 1923, Oscar, juntamente com esse grupo, improvisou a primeira
transmissão amplificada, não havendo receptores de rádio
no mercado, a experiência serviu também para que a Clube não
só se restringisse a captar sons, mas sim a emiti-los. Reunidos, levantaram
fundos e encomendaram um transmissor de 20 kW. Em 17 de outubro de 1924, era
inaugurada a Rádio Clube de Pernambuco.
Vindo a falecer Oscar Moreira Pinto, a Rádio Clube de Pernambuco passou às
mãos dos seus irmãos Fernando e Arnaldo Moreira Pinto, que logo
depois, por conta das dificuldades surgidas, resolveram vendê-la para
os associados, passando a ser liderada por Assis Chateaubriand.
Por algum tempo, Arnaldo Moreira Pinto ficou fora do setor radiofônico.
Em 1958, juntamente com alguns políticos e empresários, resolveu
fundar uma nova emissora de rádio. A constituição da sociedade,
desde a elaboração do contrato social até a aprovação
da emissora pelo órgão competente (com a liberação
do documento de concessão), ficou a cargo do Dr. Humberto Sodré da
Mota Pinto, sobrinho e filho adotivo de Arnaldo Moreira Pinto.
Assim, nasceu a Rádio Capibaribe do Recife, que inicialmente era uma
sociedade anônima, passando depois a ser uma sociedade por quotas de
responsabilidade social ltda.
Inaugurada oficialmente em 25 de dezembro de 1960, tinha o seu quadro societário
formado por: Arnaldo Moreira Pinto, Francisco Vita, Miguel Vita, Luiz Fernando
Guedes Pereira, Jorge Pacheco Dantas Bastos, José Paulo Alimonda, Paulo
Rangel Moreira, Roberto Antony Ian Shorto e o então arcebispo de Recife
e Olinda, Dom Antônio de Almeida Morais Júnior.
O Primeiro diretor presidente da rádio foi Miguel Vita, seguido de Arnaldo
Moreira Pinto, Elmira Pinto, Humberto Sodré da Mota Pinto, e hoje é presidida
por Maria do Carmo Pereira Sodré da Mota Pinto.
No início era uma rádio musical, passando em seguida para uma
rádio eclética, com uma programação diversificada,
realizando, inclusive, jornadas esportivas.
Em 1967, com o advento do movimento da Jovem Guarda, a Rádio Capibaribe
passou a fazer uma programação dirigida ao público jovem,
contando com o apoio da então Rádio Panamericana de São
Paulo, que por força do estilo de sua programação jovem,
passou a ser chamada Jovem Pan. Seguindo o mesmo processo, a Rádio Capibaribe
passou a se denominar Jovem Cap, transmitindo programas com os ídolos
jovens como Wanderléa, Martinha, Roberto Carlos e outros. Daí,
a emissora passoi a adotar o slogan: Jovem Cap - a sede do rádio moderno.
No Recife, a Jovem Cap tinha programas comandados por Luiz Carlos Magno, Reginaldo
Rossi e tantos outros. No início da década de 70, com seus estúdios
localizados à Rua Siqueira Campos, Edf. Barreira, nº 259 - Centro,
passou a funcionar diretamente dos seus transmissores, construindo novos estúdios
que dispensavam o uso do sistema link para as suas transmissões.
A programação, em meados dos anos 70, voltou a ser musical, com
característica de vanguarda, apresentando programas especializados em
música popular brasileira e na internacional pop music, São dessa época
os programas Underground, Dédalos - o Labirinto do Som, MPB Concerto
e Doctor Jazz. No final da década de 70 voltou a ser uma rádio
eclética, transmitindo futebol com Roberto Queiroz, Ralf de Carvalho,
Geraldo Freire e Zé Queiroz. Nos anos 80, destacou-se na cobertura de
eventos como o Carnaval, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém
e o Vestibular. Em 1986, num grandioso trabalho jornalístico, a equipe
de cobertura do Vestibular denunciou a fraude preparada contra os estudantes,
e divulgou o Gabarito antes mesmo do início da primeira prova. Após
verificadas as informações prestadas pela emissora, a prova foi
anulada. Aberto o inquérito administrativo, o CESESPE (Centro de Estudo
Superior de Pernambuco) foi fechado por faita de credibilidade, os candidatos
salvos e a emissora coroada pelo seu brilhante trabalho, que teve no comando
das repostagens o então iniciante, Adriano Roberto, atualmente, à frente
das coberturas de eventos do rádio pernambucano.
Fizeram parte da Jovem Cap, ilustres profissionais como: Jocemar Ribeiro, César
Brasil, Ziul Matos, Alcinda Beltrão, Rosa Maria, Geraldo Freire, Roberto
Queiroz, Ralf de Carvalho, Ivo Sutter e tantos outros. Muitos, aqui, iniciaram
suas carreiras como: Geraldo Freire, Roberto Nogueira, Beto de Paula e Carlos
Germano.
Uma característica que marca essa empresa é a sua abertura para
os novos talentos, tendo, por isso, já descoberto grandes nomes da radiofonia
pernambucana, chegando a ser chamada de "a universidade do rádio pernambucano".
Hoje, apresenta uma programação voltada para a interatividade,
com a participação dos ouvintes por telefone, é dirigida à prestação
de serviçoes e voltada à cultura, principalmente, pernambucana.
Com um jornalismo sério e atualizado.
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